GANESHA

Ganesha é um Deus Hindu

O nome Ganesha deriva da combinação
de duas palavras: gana e isha. 


Os ganas ou gunas são os ingredientes que determinam a forma do universo, ou melhor,
as formas em que a natureza se auto-organiza: inércia, ação e equilíbrio (tamas, rajas e sattva). 

 

Isha signica inteligência, controle, controlador. 
 

Ganesha, portanto, é a inteligência que dirige
e organiza as forças da natureza. É por isso
que Ganesha é, entre outros atributos,
o senhor do Karma, aquele que controla
e dirige a lei de causa e efeito

GANESHA

Ganesha é um símbolo presente na tradição védica
e também na religião hindu, caracterizado por ter
uma cabeça de elefante e corpo de gente, e
popularmente conhecido como Senhor dos obstáculos. 

As histórias mitológicas contam que Ganesha é filho de Shiva. Uma dia quando a esposa de Shiva, Parvati, estava se sentindo só, ela resolve criar um filho para lhe fazer companhia, Ganesha.

Enquanto ela tomava banho ela pediu que o filho não deixasse ninguém entrar em casa. Porém, nesse dia, Shiva chegou mais cedo do que se esperava e brigou com o menino que o impedia de entrar na própria casa.
 

Nessa briga o menino perde a cabeça para o tridente de Shiva. Quando a mãe vê, chora e explica o que aconteceu para o marido. Shiva lhe dá de volta a vida e para isso substitui sua cabeça com a do primeiro animal que aparece, um elefante.

O nome Ganesha deriva da combinação de duas palavras: gana e isha.  Os ganas ou gunas são os ingredientes que determinam a forma do universo, ou melhor, as formas em que a natureza se auto-organiza: inércia, ação e equilíbrio (tamas, rajas e sattva).  Isha significa inteligência, controle, controlador. 
 

Ganesha, portanto, é a inteligência que dirige
e organiza as forças da natureza. 

Esse é o momento que ele usa o laço, segura a gente ou dá aquela puxadinha no pé que faz a gente tropeçar. O laço traz a gente de volta para o centro mostrando que temos um pequeno papel dentro desse mundo enorme.  Esse é o segundo símbolo, ele nos ensina a colocar o limite e trazer o ego de volta. Esse limite é colocado pela presença de sattva nas ações, o compartilhar, dividir e pensar no próximo.

A quarta mão é o varada mudra, a mão que abençoa. Abençoa dando resultado das nossas orações, e mais ainda sendo um refúgio para os devotos. Refúgio, pois a oração está sempre disponível e ela está conectada com a estabilidade emocional e evolução espiritual da pessoa. Essa mão em varada mudra é comum a muitas imagens, pois simboliza a disponibilidade de Deus e o papel da devoção no crescimento do indivíduo.

 

Seu veículo é o rato, pois ele que controla os pensamentos de todas as mentes. Ninguém realmente sabe qual será seu próximo pensamento, eles são dados pelo criador a cada instante. E o rato nos lembra disso, pois ele é como a mente que vai para lá e para cá incansável.

 

Ganesha ainda tem um barrigão, pois como ele é o criador do universo e estando o universo todo dentro dele, ele precisa de uma barriga enorme para isso. Esse é o símbolo da sua barriga.

 

Por fim ele é chamado de Senhor dos obstáculos, pois ele é aquele que coloca e aquele que tira os obstáculos da vida das pessoas. Ele é o que regula os karmas e dá os resultados das ações para as pessoas. E é por isso que quando queremos tocar nossos empreendimentos para frente pensamos nele. Quando começamos algo naturalmente planejamos e pensamos nos obstáculos, e aí naturalmente como o obstáculo está associado a Ganesha, lembramos de Deus. Fazemos nossa oração e começamos.

Fonte: Vedanta Online

SIMBOLISMO

O elefante simboliza o contentamento, pois sua face transmite uma paz e sua tromba remete ao discernimento e à perícia em conduzir uma vida adequada.

 

As orelhas simbolizam o dharma e o adharma, aquilo que é certo e errado e sua tromba posicionada entre as duas é capaz de levantar um tronco de árvore ou um cotonete. E é assim que devemos ser na vida, conseguir distinguir o certo e o errado não apenas nas grandes situações da vida mas também nos seus aspectos mais sutis.

 

A cabeça de elefante simboliza esse intelecto com paz e maturidade. Ele é ekadantam, pois possui apenas um dente. A história diz que quando Vyasa precisava de um escritor para colocar os Vedas no papel, ele foi o primeiro a levanta a mão. E Vyasa disse para ele: “mas você não tem lápis ou caneta.” Ele crack! quebrou o dente na prontidão para se doar. 

Ele tem quatro braços. Na primeira mão ele segura o dente quebrado. Na segunda e na terceira ele carrega um ankusha  (atiçador de elefantes) e um pasha (laço), que são ferramentas usadas para ajudar os seus devotos.

 

Ele tem duas ferramentas porque existem dois obstáculos mentais que precisam ser tratados. Quando a mente está tamas, com lascidão, sem disposição, preguiçosa e improdutiva ele usa o atiçador de elefantes. É aquela alfinetada que não deixa ninguém dormir no ponto. Ele faz dessa maneira porque essa característica tamas só é vencida com o movimento chamado de rajas. Assim o ankusha nos ensina que para sair de tamas usamos rajas. E quando a mente está rajas, produtiva e com velocidade, existe uma zona de perigo, quando essa velocidade passa do limite. Seja para nossa saúde, para os nossos relacionamentos ou para o próprio ego que começa a se achar demais.

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